mais da mesmice de sempre só que como nunca.

Amanhecendo encasulado, entre eletrônicos e algum novo apetrecho acolchoado, arrastando pes descalços dentre ao po enquadrado em um quatro por quatro. Leio noticias, propicias de um dia comum, “indice de produção aumenta um” ou talvez “dois” no percentual que interessa a poucos, fico calculando quantas vezes leio esse tipo de coisa e continuo não me interessando por numeros. “milhares se reunem no japão pra pedir prosperidade” alguns se perguntam: “pedir ajuda pra quem nos mandou um terremoto?” e mais alguns anonimos morrem em um “atentado aos Xiitas”. Sigo escorado na rotina, sentado frente ao pão e a manteiga de sempre, as vezes nem paro pra sentir o gosto, nem vejo que a massa de hoje está mais fresca que a de ontem, é o que dizem, “piloto automático” é mais pragmatico assim, as vezes me faz pensar muito em ser um monge budista, conseguir sentir energia com os pes na grama, não sentir dor e raspar a cabeça recitando um mantra.”Vaidades que a terra um dia a de comer” lembro de letras e pensamentos vagos, vagas em estacionamento e naquele hotel, que poderia ser o nosso, assim como esse texto poderia ser seu e fazer mais sentido se você o lesse… é você mesma, com seus cabelos curtos e loiros sentada ai em meio a taças dependuradas e porta-retratos da sua infancia, você e seus oculos tristes e os olhos enormes de sempre. Encoste o cotovelo naquele movel e fique se perguntando enquanto eu continuo aqui, na rotina e indiferente quanto aos Xiitas, se impressione no quanto que o quão mais vago forem as palavras mais sentido você encontra nelas. Continue por aqui, a little while  sente-se cruze suas pernas que tenho mais a lhe contar


Coquetel de hipocrisia, eu me emociono com Dagonet e a última do Cash

La vem eles com os armanis armados até os dentes de assuntos entediantes e sorrisos sem nicotina, elas riem feito hienas ao verem o tilintar das taças e das chaves do mercedez estacionado pelo manobrista la fora. acabei de encostar meu violão la atras no palco, achei o lugar mais escuro pra me sentar e assistir daqui, esse espetaculo entediante,  a febre e o mal estar  me privando dos Labels passando em minha frente, nem ligaria pra isso se nao tivesse que cantar lucidamente pra meia centena de pessoas entediantes depois.

arranjos de flores em neon, camuflavam a presença dela que eu via ao longe encostada no balcão. meus olhos marejados queriam enxergar algo assim, eram os 40° graus de febre falando por mim. Comida árabe ou algo asiático era servido a todos e de tempos em tempos passavam por mim também:

“Bolinho primavera senhor?”

“o quê?”

” é parecido com um pastel com recheio de repolho”

“não obrigado”

E continuava ali sozinho esmagado na multidão, eu e meu copo de água morna e a febre mantendo a visao no balcão,  o cerimonial anuncia os premios me oferecem quibe cru com cobertura de iogurte natural e nao tenho escolha, pra me manter em pé e cuspir alguns acusticos aqui pra alegria dos armanis.

Champagnes franceses e doses cavalares de repolho e massa, mantem quase no nivel de um espetaculo,  ate luzes de neon ditavam meu ritmo e a febre mantinha as vertigens, no fundo apenas rezava pra acabar depressa, sair daquele buraco na high society, na hipocrisia highway, mentindo pra eles e recebendo de volta em elogios embriagados, garçons cortinas e arranjos embaçados, area de fumantes e saidas de emergencias, Deus me arda em febre mas acabe com essas visões. Umas duas horas e meia assim, “garçon fecha pra mim” cumprimentos, violão nos ombros volante e casa.

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Hoje assisti novamente o Rei Artur e me deu uma puta saudade da época em que esses filmes medievais eram bons, Coraçao Valente, gladiador e outros que nao me lembro.  Não por isso nem pelos Oscar’s mas por exemplo,  pela cena em que o Dagonet dá a sua vida pra quebrar o gelo e matar uma pá de Saxões,  claro que nao faria o mesmo por amigos meus eu imagino, mas é uma coisas que eu acho foda pra caralho, que nao veremos em dias de hoje.

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e agora no fim da noite bateu uma puta vontade de ouvir Cash, aquela ultima que ele fez que fala de arrependimentos e de pessoas que vão embora,  igual o Dagonet. Enfim…


Enquanto tempo não da as caras pra eu poder postar alguma coisa aqui, segue um bom rock n roll de sempre

essa quase desconhecida

O timbre do Bruce cai bem pra qualquer hora

Continuar lendo

4 minutos

Seja em casa,  na varanda

na praça ou no terraço

se esta vazio, ou lotado

te olho de longe  e encaro

corro os olhos por cada milímetro

de seus traços firmes

desejo esse seu sexapeall raro

lhe apoio no chão,

Fecho os olhos e abro o zíper

as luz escurece, e o frio nos aquece

suavemente agarro seu corpo, me sento torto

entre minhas pernas, no colo devagar se encaixa

eu uso os dedos

em movimentos frenéticos, atrito épico

lhe acariciando de cima a baixo, sussurrando em melodias

você responde com um gemido sinfonico em perfeita harmonia

suor na tez, mais uma vez

tudo se intensifica, nessa sincronia rítmica

corpos, copos e focos embaçados

agarro bruto teu braço, bato

aperto e lhe mostro quem realmente manda

tesão contido e conduzido em alguns 4 mintuos

essa é a média, 4 minutos

encerro lentamente, ouvindo o som do orgasmo se abaixando

quase posso ouvir aplausos em minha volta

abro os olhos e te encaro de volta com olhar agradecido

obrigado violão.


a última

As vezes o tempo cura

as vezes ele alimenta, ele tras tudo de volta junto com o sussurro das letras do seu nome

as vezes, tudo some

como cada pedaço de papel que joguei no vento

as vezes o tempo para, estacionado em lembranças, toques e dedos a luz amareladas de postes

quando voltavamos pra casa

as vezes Deus puxa minha mão pra voltar pro rumo

as vezes eu caio na real que ja estraguei tudo

as vezes tudo assim só na minha cabeça

as vezes acontece com todos

com Deus e o mundo

As vezes pessoas ouvem essas historias e desdenham

preferem o mal alheio

as vezes o tempo corre, joga os cães pra frente da sua casa

me joga para  a mesma rua

Levindo batista, “ela cansou de chorar”

as vezes eu so quero uma ultma vez

frente a frente pra variar,

as vezes é a unica coisa que resta.


eu acredito mais no Alan Moore e em um poema

é facil pra alguns sentarem e escreverem quilos e mais quilos de resenhas pra estes malucos que aparecem por aí, desses que por um dia tomam as redeas dos fetiches inibidos desde criança e sequestram a ex-namorada pra ter um pouco de atenção, puxam o gatilho por falta de instrução e talvez umas garrafas e uns tecos a mais, é facil falar que um recem ex-adolescente, que talvez não tinha café da manha quando acordava e o pai nao o levava ao shopping e comprava sorvete misto expresso,  foi influenciado por uma religião a entrar numa escola e disparar pra todo lado. Vendo canais  e comerciais e com o traseiro no sofá eu não vejo nada mais do que isso,  sinceramente acredito mais no Alan Moore e na Piada Mortal “a diferença entre um maluco e uma pessoa comum é apenas um dia ruim”  quiçá estes que tem todos os dias da vida ruins, esses que não sabem nem o que é ser abandonado pois nunca tiveram ninguém e vai haver aqueles que virão aqui esculachar, dizer que to do lado do Coringa, mas não,   só quero deixar bem claro que reclamar da segurança, criticar os pms corruptos e credenciar o islamismo la do outro lado do mundo é facil, mas prever o dia ruim de milhoes de abandonados não é uma ciencia exata.

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Apenas um poema atrasado pra complementar esse momento meio “política de bar”

Com o leve peso do disparo, teve o controle de seus problemas por mais tempo do que esperava

Quantos decibéis medem um disparo?

qual seria o peso?

30 decibéis, impossível calcular em quilos?

as pessoas correndo e corredores, escorregões e gritos

misturados feito uma bolsa de valores

valores morais

agora aqui com esses dois canos nas mãos

esses 10 ou 15 minutos você está no controle

com esses  20 ou 30 decibéis dando ordens

alguns aí perdem 21 gramas

já li em algum filme que esse seria o peso da alma

30 decibéis seria apenas um empurrão, pra um parapeito talvez

você viu crianças rastejando em sua frente

com a medida nos olhos marejados

garanto que isso te assustou mais

mais do que o policial atras

balaço nas pernas foram o que disseram nos jornais

suicídio póstumo

isso pra não falar que com 30 decibéis acertaram suas 21 gramas bem atras da nuca

você está mais leve agora.

não tem mais o controle

nem eles.


Repost

Folheando textos antigos resolvi repostar esse aqui

Espadilha por ás de espadas

Alguns cabos eu pluguei no cabeçote velho do bar, ajeitei a afinaçao com meu ouvido gasto – gasto de Lennon a Lou Reed – me exprimi na cadeira pequena e mandei quatro acordes abertos, bem levados com um barulho trastejante, na quinta casa talvez, até sua casa maybe, talvez pra você baby. Foi você quem me disse uma vez, sentada na varanda com as costas no meu poster do Hendrix, “essas suas palavras soam melhor quando são cantadas“. De que adiantou se quando o fiz você não estava lá? Agradeço ao microfone e atendo à pedidos, as vezes nego, vejo nos olhos deles que nem ligam, querem mesmo é que eu vá embora, é assim com todos. “amanhã talvez, faça algum sentido” diz a canção, eu respondo – para o violão talvez – que será o mesmo de sempre, o mesmo de sempre em um copo de bebida, em um guardanapo rasgado por um número de telefone, um prato vazio e cabeças cheias pendendo das cadeiras. Suor na minha testa, cansaço da minha tez, alguns bebados fracassados vem me contar sobre suas vidas “eu tambem tocava quando era jovem” eles dizem, não veem que eu sou a mesma coisa que eles, a unica diferença é o lugar, alguém tem que fazer o que eu faço e outro alguém tem que dizer o que eles dizem, tudo tem seu ponto de equilibrio.


Sujeito a rimas pra uma balada em São Paulo

como gastei sapatos me parelhando entre ruas enormes da capital

correndo debaixo dos predios com ingressos na mão

disperso em vitrines e pessoas diferentes daqui, terra natal

via fumaça nas vias, coca nas veias e coca em copões

na via expressa, via de dia as curvas suas e a fumaça seguia

ali nas janelas de um cinema rustico, palavras suas me lembravam quem te quis

ali no asfalto eu seguia perdido, informaçoes eu queria, so perguntar “o que eu fiz?”

galeria do rock, galeria disso e galeria daquilo, 25 de março em algum lugar de abril

avenida paulista, e na pista a fumaça seguia, levando o frio

e como eu gastei sapatos, e vi ate porta retratos, que no futuro me questionaria

nao procurei, mas la de baixo a lua com certeza nao se via

no hotel nem tempo tive de brindar a viagem, as poucas horas ja me empurravam

e empurravam a gastar mais solas, “serviço de quarto” ,”matinê”

comparar as belas à você e aqui assim assumir saudades por assim dizer

a noite no morumbi, a acustica eu anotei na mao, pra esquecer

e te mostrar depois, os acordes seus e que eu acorde cedo pra esclarecer

essas minhas rimas,  e entender os seus 15×8 pra ver.


mantendo a média

Já faz uns dias que sento aqui, escorado nessa pequena tela, teclado no colo, copo de whisky com gelo fazendo auréolas de agua se misturando à poeira do criado mudo e com a barba cansada, ja cuspi, cocei entre os dedos do pé, chutei a lixeira, carreguei móveis de um lado pro outro e arranhei a parede com carne dos dedos, mas não consegui vomitar nada em forma de texto pra quem quer que esteja lendo isso aqui. Já faz dias que ela se foi e mesmo assim, nada mais acido que essas poucas linhas vai sair desse lado de dentro vazio, vou ficando por aqui por enquanto por enquanto, nas peladas de fim de semana e em paginas beat, fiquem à vontade.


e dela tirei os belos “olhos grandes”

os olhos grandes se foram,  tiraram sua paciencia das costas e a jogaram no lixo, os olhos grandes fizeram tudo o que podiam, derramaram lagrimas as escondidas a um tempo atras, franziram o cenho frente a mim ajoelhado e não titubearam,  e que paciencia tiveram os olhos grandes. Carregaram em si o silencio de não poder fazer nada além de esperar, sorriram quando lampejei fios de esperança por recados escritos, brigaram até quando não mais aguentaram tanta inatividade. Os jovens olhos grandes me ensinaram muito, confiaram muito em mim, e eu os desapontei, os furei friamente com duas pontas,  sem nenhum receio, deixei os cegos muitas vezes, por capricho proprio, tapei os da minha arrogancia, os belos olhos grandes me mostraram que sou bem menos do que imaginava e que não sou o pseudo revoltado ouvindo let it bleed regado a jim beam. Os bons e jovens olhos grandes estão menores, estao diminuindo, cansaram de tentar enxergar ao longe da highway os faróis da minha falsa harley, os olhos grandes estão serenos, tranquilos, teem consigo a certeza da consciencia limpa.


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