La vem eles com os armanis armados até os dentes de assuntos entediantes e sorrisos sem nicotina, elas riem feito hienas ao verem o tilintar das taças e das chaves do mercedez estacionado pelo manobrista la fora. acabei de encostar meu violão la atras no palco, achei o lugar mais escuro pra me sentar e assistir daqui, esse espetaculo entediante, a febre e o mal estar me privando dos Labels passando em minha frente, nem ligaria pra isso se nao tivesse que cantar lucidamente pra meia centena de pessoas entediantes depois.
arranjos de flores em neon, camuflavam a presença dela que eu via ao longe encostada no balcão. meus olhos marejados queriam enxergar algo assim, eram os 40° graus de febre falando por mim. Comida árabe ou algo asiático era servido a todos e de tempos em tempos passavam por mim também:
“Bolinho primavera senhor?”
“o quê?”
” é parecido com um pastel com recheio de repolho”
“não obrigado”
E continuava ali sozinho esmagado na multidão, eu e meu copo de água morna e a febre mantendo a visao no balcão, o cerimonial anuncia os premios me oferecem quibe cru com cobertura de iogurte natural e nao tenho escolha, pra me manter em pé e cuspir alguns acusticos aqui pra alegria dos armanis.
Champagnes franceses e doses cavalares de repolho e massa, mantem quase no nivel de um espetaculo, ate luzes de neon ditavam meu ritmo e a febre mantinha as vertigens, no fundo apenas rezava pra acabar depressa, sair daquele buraco na high society, na hipocrisia highway, mentindo pra eles e recebendo de volta em elogios embriagados, garçons cortinas e arranjos embaçados, area de fumantes e saidas de emergencias, Deus me arda em febre mas acabe com essas visões. Umas duas horas e meia assim, “garçon fecha pra mim” cumprimentos, violão nos ombros volante e casa.
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Hoje assisti novamente o Rei Artur e me deu uma puta saudade da época em que esses filmes medievais eram bons, Coraçao Valente, gladiador e outros que nao me lembro. Não por isso nem pelos Oscar’s mas por exemplo, pela cena em que o Dagonet dá a sua vida pra quebrar o gelo e matar uma pá de Saxões, claro que nao faria o mesmo por amigos meus eu imagino, mas é uma coisas que eu acho foda pra caralho, que nao veremos em dias de hoje.
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e agora no fim da noite bateu uma puta vontade de ouvir Cash, aquela ultima que ele fez que fala de arrependimentos e de pessoas que vão embora, igual o Dagonet. Enfim…

18 maio, 2011 no 23:33
Cash é uma biblioteca.